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quarta-feira, 24 de julho de 2013

8 comportamentos que levam às piores ciladas de carreira

Por Camila Pati
Conscientemente ninguém as busca, mas vira e mexe muitos profissionais se veem em situações que consideram verdadeiras ciladas de carreira. “Muito do que ocorre é por falta de vivência corporativa”, diz a coach Mariella Gallo.
E, segundo ela e o coach Homero Reis, comportamentos e atitudes inadequadas contribuem e muito para que muita gente caia em uma ou mais ciladas durante a vida profissional. Confira quais são, de acordo com os dois especialistas:
1 Confundir inocência e ingenuidade
“Inocente é quem não tem culpa, ingênuo é quem enxerga o mundo como a personagem da literatura Pollyana”, diz Reis citando o clássico da literatura infanto-juvenil de mesmo nome.
Ou seja, considerar apenas as vantagens e o lado bom de tudo, sem ponderar riscos e desvantagens pode leva-lo a cair em ciladas. “Quando você entra em uma relação sem saber que existe um lado negro está se metendo em uma cilada”, diz Reis.
Aceitar uma proposta de trabalho sem verificar desvantagens da movimentação, é um exemplo de uma cilada que decorre deste comportamento ingênuo, por exemplo. Dizer sim a um novo projeto sem verificar as implicações de aceitar esta nova responsabilidade é outra situação que pode acontecer quando só se leva em conta o lado cor-de-rosa .
2 Disponibilidade 24 horas
Estar sempre disponível para qualquer demanda que surja no escritório pode fazer com que você caia em uma armadilha. “Quando estou sempre disponível nunca me torno desejável”, lembra Reis.
Dizer sim sempre que pedem para alongar o expediente, nunca negar a participação em um projeto e acatar todo e qualquer pedido do chefe pode ser perigoso.
“Há pessoas que têm um perfil muito ligado à questão de querer ser incluído, de querer agradar, então acabam fazendo promessas demais e se atrapalham com o excesso, não conseguindo cumprir depois”, diz Mariella. Para ela, a habilidade de dizer não está também intimamente ligada à quantidade de promessas que uma pessoa faz.
3 Deixar de ser para transformar-se em um personagem
Quando a sinceridade e a franqueza desaparecem o cenário torna-se perfeito para que o profissional se veja em meio a uma cilada, e das piores. “Vender -se” como sendo algo que não é só para fisgar o recrutador é um exemplo claro disso.
Além das clássicas mentiras no currículo ou na entrevista de emprego, há também a questão da cultura da empresa. Muitas vezes para conquistar a oportunidade, profissionais optam por dizer que a cultura da empresa vai ao encontro do seu estilo de trabalho quando, na verdade, vai de encontro. 
“Quando os valores e a cultura são diferentes, a relação de trabalho fica insustentável”, explica Mariella. Assim, é melhor pensar duas vezes antes de dizer que não tem problema em trabalhar sob pressão se o seu estilo não é compatível.
4 Ao invés de simples, você é simplório
Simplicidade e objetividade são, de fato, palavras de ordem no mundo corporativo. Mas não ser capaz de separar o que é simples do que é simplório pode resultar em problemas. “ Quem dá uma resposta simplória pode ser rápido e objetivo mas não tem ideia de qual vai ser a execução”, diz Reis.
Por exemplo, numa reunião o seu chefe apresenta um problema e você prontamente traz uma solução. “Vamos fazer isso”, diz o gestor animado pedindo para que você detalhe os planos de execução da sua ideia. Em silêncio, você se vê em uma cilada porque não havia pensado na questão prática. “E agora?”, você pensa.
5 Não saber romper sem abandonar
“É parte do desenvolvimento humano romper com estruturas velhas para criar novas mas não pode abandonar tudo”, diz Homero Reis. Quando um profissional cresce na carreira, naturalmente, rompe com seus estágios anteriores não deve abandonar tudo que aprendeu, segundo Homero.
Por exemplo, o fato de ter sido promovido a gerente pressupõe novas responsabilidades e atividades mas o profissional não deve se esquecer de tudo que aprendeu quando era analista, porque isso pode prejudicar a sua gestão e o desenvolvimento da equipe (de analistas).
6 Não saber delegar
O comportamento centralizador pode fazer com que, sobretudo, os chefes caiam em ciladas profissionais. “Muitas vezes, o profissional não delega tarefas e continua executando porque o que o levou ao sucesso foi justamente a sua capacidade técnica”, diz Mariella.
Mas, lembre-se que o desenvolvimento de pessoas é parte essencial do trabalho de gestão e que ao furtar-se de ensinar seus subordinados a realizar determinadas atividades você está caindo em uma armadilha, conforme explica Mariella. “No curto prazo há a questão de ficar com muita demanda, e no médio e longo prazo o problema é que o profissional não forma um sucessor e pode estancar a sua carreira”
7 Não planejar
A bola nem quicou e você já rebateu. Mas se tivesse dominado a redonda veria um jogador livre na pequena área pronto pra fazer o gol. Faltou planejamento estratégico. A rapidez do toque não permitiu a análise do todo.
Da mesma forma que ocorre dentro de campo, em um jogo de futebol, o planejamento da execução é fundamental. “Ao sentar durante uma hora para fazer o planejamento, você ganha 3 horas, em média de execução”, diz Mariella
8 Confundir autonomia com autossuficiência
“Enquanto a autossuficiência está ligada à prepotência e à incapacidade de pedir ajudar, a autonomia se cerca da humildade e da habilidade de solicitar auxílio”, diz Reis.
O profissional que se considera autossuficiente não trabalha em equipe já que se considera o dono da verdade e o arauto da eficiência e excelência. “E assim, ele acaba metendo os pés pelas mãos”, destaca Reis.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Demissão: fim ou início de carreira?


O cineasta e produtor cinematográfico, Walt Disney  (Foto: Getty Images)
Acredite se quiser: muito antes de o Mickey ser criado, Walt Disney foi demitido de seu trabalho em um jornal por sua "falta de imaginação e boas ideias". Ele trabalhava como ilustrador de anúncios publicados nas páginas do veículo.
Quando saiu do emprego, em 1921, ele se juntou ao seu irmao Roy e o amigo Ub Iwerks para fundar a produtora Laugh-O-Gram, que criava animações de contos de fadas - a predecessora do Walt Disney Studios. Os desenhos feitos pelo trio começaram a ser exibidos nos cinemas da cidade do Kansas antes das sessões de filmes.
Durante um período, o estúdio fechou um acordo com uma distribuidora de Nova York que apenas pagava pelas animações seis meses depois de recebê-las. Foram tempos difíceis para Disney, que precisou reduzir as despesas e a equipe ao máximo para fazer a empresa sobreviver. O ilustrador não poupou esforços: no final do ano de 1922, ele estava morando no escritório da Laugh-O-Gram, comendo comida de cachorro e tomando banho uma vez por semana em uma estação de trem.
Depois de fazer uma animação sobre higiene dental para um dentista da região, Disney obteve dinheiro o suficiente para levar a Laugh-O-Gram para Hollywood, em 1923. Lá, o estúdio fechou um contrato com Universal Studios, que passou a comprar e a exibir as animações da equipe. Foi nesse período que Disney criou um de seus importantes personagens, o Coelho Osvaldo, que se tornou bastante popular quando foi lançado.
O ilustrador, no entanto, não colocou sua assinatura no desenho do pequeno coelho - uma brecha que permitiu à Universal roubar a figura, levando consigo a equipe de desenhistas do Laugh-O-Gram. Quando isso ocorreu, Disney enviou um telegrama ao seu irmão dizendo para ele não se preocupar, pois ele já tinha um novo personagem em sua mente: Mickey Mouse. O sucesso obtido pelo camundongo tirou o ilustrador e seus sócios da miséria.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

How Smart People Collaborate for Success


By Kevin Daum

Most experts agree that collaboration in business consistently provides greater accomplishment. When it works, the combined brainpower of intelligent people can solve complex problems and achieve amazing results.

Still many people hesitate before engaging others in their process. It's understandable. Most people have horror stories of a collaboration that went bad. And often it seems a hassle to manage the needs and personalities of others when stakes are high and time is short. Still, effective collaboration can create breakthroughs and make leaders shine. Remember, you don't have to do it alone. Here are seven tips to help you master the art of collaboration and make the whole greater than the sum of its parts.

1. Choose Participants Carefully

Successful collaboration begins with picking the appropriate people for the task at hand. Don't just ask for volunteers or draw straws. Give careful consideration to the skills, experience, motivations, and compatibility of the people you invite to the group. Depending upon the scope of the project, you may want all like-minded people or a blend of perspectives.

2. Remove Quiet Politeness

What good is working with a bunch of smart people if they won't be honest and sharing? People need to be willing to open themselves and be challenged. Creative conflict is powerful and productive. Find innovative, fun ways to stimulate passionate debate. Reward openness and authenticity with admiration. Real groundbreaking ideas only surface when people go all in and get vulnerable.

3. Establish Communication Protocols

People collaborate better when engagement is structured and simple. Setting up specific communication guidelines helps your participants focus on the ideas rather than worrying about missing something or chasing people. Determine in advance who will talk to whom, when and how often. Let people know which channels are appropriate. Perhaps create a specific place on your intranet or use collaboration software to centralize interaction. Get full buy-in and clarification on the rules so it's clear to all when a violation occurs and it can easily remedied.

4. Use a Specific Ideation Process

It's important to put method to the madness. Random brainstorms with little or no structure will exclude some from the process while allowing others to dominate the conversation. Do your homework and learn effective facilitation techniques that willsurface creativity. Outline in advance the people, processes and resources required so your participants are free to focus on the work and not the logistics.

5. Give Requirement and Permission

Nothing is more frustrating then working in a group where contributions are unequal, or worse, unreliable. Develop clear guidelines for responsibilities and build in accountability. Articulate deadlines and consequences if someone falls short. Make sure people know they have permission to speak up if others are not pulling their weight. Better to have the small distraction of rancor early on then a systemic failure near the deadline. Quickly remove non-compliant people before they destroy the trust and morale of the group.

6. Work with Respect

Few go into a collaborative project with intentions of being disrespectful; yet it often happens, verbally or non-verbally. Disrespect is shown by being late, missing deadlines, being unprepared, hogging the conversation, quiet politeness or distraction by irrelevant discussion. If everyone shows respect by focusing each minute of activity on the common objectives of the group, the required time will be short and the results will be plentiful.

7. Broadcast Recognition and Gratitude

Give praise, credit, and affirmation often, loudly and where they are due. If others in your office see the positive attributes of collaboration, they will be encouraged by your leadership to make effective collaboration pervasive and help establish a culture of developing groundbreaking results.

domingo, 19 de maio de 2013

5 dicas para construir sua reputação em 30 segundos

Por Talita Abrantes


Trinta segundos. Este é o tempo suficiente para alguém criar uma opinião (ou o que muitos classificam como primeira impressão) sobre você – segundo estimativas de especialistas. 


Se eles estiverem certos, os primeiros trinta segundos em uma entrevista de emprego, em uma reunião com pessoas que você não conhece ou quando você faz networking podem contar para seu sucesso em cada uma destas ocasiões.


Segundo Minoru Ueda, especialista em inteligência emocional, as pessoas têm a capacidade de, a partir de alguns poucos sinais, criar uma espécie de “trailer sobre quem você é”. 

É claro que, com o aprofundamento da relação, esta versão pode ser refutada no futuro, mas é importante estar atento ao que você transmite logo de cara. Afinal, “nunca teremos uma segunda chance para causar uma ‘boa primeira impressão’”, brinca Reinaldo Passadori, do Instituto Passadori 
Atenção aos mínimos detalhes
Nos 30 primeiros segundos, o máximo que se pode captar de uma pessoa é a mensagem que ela passa além das palavras: a maneira como ela olha, modula o tom de voz, gesticula ou se posiciona – tudo, de alguma forma, “fala”. “A comunicação não verbal age como uma legenda constante em nossa frente”, afirma Ueda. 
A começar pelo aperto de mão. Quem já teve os ossos quase quebrados ao cumprimentar alguém ou ficou confuso quando alguém deu um aperto muito leve sabe o que estamos falando. Uma dica é permanecer “com a palma na posição vertical e aplique a mesma pressão que receber da outra pessoa”, segundo dica do livro “A linguagem corporal no trabalho” (Editora Sextante). 
Dica: Para tomar consciência do que você diz sem usar palavras, crie o hábito de se ouvir. Ueda sugere, por exemplo, que você grave a própria voz. “Quando você se conhece, você controla a si mesmo”, diz o especialista. Por isso, mergulhe para dentro de si e aprenda a captar os sinais que emite para melhor geri-los.
As palavras mágicas
Os termos “por favor”, “obrigado” e “com licença” deveriam estar no vocabulário de toda pessoa, fato. No entanto, é verdade, que muita gente se esquece disso no dia-a-dia, mas, além de básica, a boa educação é essencial para a sua imagem profissional.
Dica: “É preciso respeitar o espaço do outro”, diz Passadori. 
Cartões de visita
“Uma simples troca de cartão de visitas pode pegar mal”, afirma Passadori. “Tirá-lo bolso de traz da calça, procurá-lo na bolsa bagunçada, entregá-lo todo amassado”. Tudo isso pode conspirar contra a percepção que terão sobre você.
Dica: Inspire-se em como algumas culturas de negócios do oriente reverenciam este momento. “No Japão, o jovem deve entregar o cartão antes do mais velho”, ensina Ueda. Na China, a dica é fazer isso com as duas mãos com seu nome já voltado para o receptor. E, atenção: leia antes de guardá-lo. 
Simpatia como palavra de ordem
“Mostre bom humor e interesse pela outra pessoa”, aconselha Passadori. Por isso, sorrir é fundamental. Deixar o outro falar, também. 
Conheça a cultura
Saber o terreno em que você pisa também é essencial para evitar gafes ou mal entendidos. Se for viajar para outro país, estude a cultura de negócios de lá. Se o desafio é fazer parceria com uma empresa ou uma entrevista de emprego, saiba tudo sobre o contexto da companhia. E por aí vai.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

How to Be the Best Version of You

By steve Tobak


Truly happy and successful people get that way by becoming the best, most genuine version of themselves they can be. Not on the outside--on the inside. It's not about a brand, a reputation, a persona. It's about reality. Who you really are.

Sounds simple, I know. It is a simple concept. The problem is, it's very hard to do, it takes a lot of work, and it can take a lifetime to figure it out.

Nothing worth doing in life is ever easy. If you want to do great work, it's going to take a lot of hard work to do it. And you're going to have to break out of your comfort zone and take some chances that will scare the crap out of you.

But you know, I can't think of a better way to spend your life. I mean, what's life for if not finding yourself and trying to become the best, most genuine version of you that you can be?

That's what Steve Jobs meant when he said this at a Stanford University commencement speech:
Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't let the noise of others' opinions drown out your own inner voice.
You have to trust that the dots will somehow connect in your future. You have to trust in something--your gut, destiny, life, karma, whatever. This approach has never let me down, and it has made all the difference in my life.
The only way to do great work is to love what you do. If you haven't found it yet, keep looking. Don't settle.
Now, let's for a moment be realistic about this. Insightful as that advice may be, it sounds a little too amorphous and challenging to resonate with today's quick-fix culture. These days, if you can't tell people exactly what to do and how to do it, it falls on deaf ears.

Not only that, but what Jobs was talking about, what I'm talking about, requires focus and discipline, two things that are very hard to come by these days. Why? Because, focus and discipline are hard. It's so much easier to give in to distraction and instant gratification. Easy and addictive.

To give you a little incentive to take on the challenge, to embark on the road to self-discovery, here are three huge benefits from working to become the best, most genuine version of yourself.

It will make you happy.

Getting to know yourself will make you feel more comfortable in your own skin. It will reduce your stress and anxiety. It will make you a better spouse, a better parent, a better friend. It will make you a better person. Those are all pretty good reasons, if you ask me.

Besides, you really won't achieve anything significant in life until you know the real you. Not your brand, your LinkedIn profile, how you come across, or what anyone thinks of you. The genuine you. There's one simple reason why you shouldn't try to be something you're not, and it's that you can't. The real you will come out anyway. So forget your personal brand and start spending time on figuring out who you really are and trying to become the best version of that you can be.

You pay a huge price when you engage in mindless distraction.

The only people that really care about you are your loved ones, your friends and family. Everyone else is too busy living his own little mini drama. To put it bluntly, your network couldn't care less about you.

That's why engaging yourself and others in mindless distraction isn't worth your time or theirs. More important, it will absolutely keep you from focusing on accomplishing whatever great things you might manage to achieve in life if you set your mind to it.

There's a business concept called opportunity cost. When you choose one course of action, you miss out on all the other opportunities you might have chosen to pursue but didn't. People rarely stop to consider that until it's too late.

It's the most exciting journey you will ever embark on.

We're all enthralled by adventure. We love to read and watch movies about other people's journeys, real or imagined. The Hobbit. Raiders of the Lost Ark. Into Thin Air.

We love to take vacations, to travel to all sorts of places. And when we do, we revel in the natural beauty of Kauai's Na Pali Coast, the Grand Canyon, the Alps. We marvel at the great works of others: the art, the architecture, the Pyramids, Stonehenge.

And yet, the opportunity for adventure is right there in front of each and every one of us. Until you take it, you'll never know what you might achieve. What marvels you might create. What you might discover. All you have to do is start the journey.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Como o coaching pode fazer sua carreira decolar

Por Keila Cândido
Os serviços de coaching têm sido cada vez mais procurados por pessoas físicas e empresas. No Instituto Brasileiro de Coaching, por exemplo, nos últimos dois anos, cresceu  400% o número de alunos que passaram pela escola.
Coach, numa tradução inglesa, é o cocheiro -  aquele que leva alguém de um lugar a outro. Com um método baseado em perguntas, o consultor coach descobre quais são os desejos profissionais do coachee – pessoa que passa por esse processo - e o ajuda a concretizar o plano.

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Foi assim com o economista Alexandre Martins. Depois de trabalhar mais de 30 anos em um banco público, Martins, de 54 anos, decidiu que era hora de mudar. Estabilidade no trabalho não era bem ele queria. Martins desejava continuar crescendo profissionalmente. O cenário na companhia na qual trabalhava não indicava possibilidade para ascensão. Foi então que, em 2010, aos 51 anos, pediu demissão e se aposentou por conta própria, com o dinheiro acumulado durante anos de contribuição previdenciária.
Ainda sem saber o que fazer dali para frente, ele procurou um coach. Alguns encontros depois, ele já estava com a nova carreira definida.   “O coaching foi extremamente importante na naquele momento de transição”, avalia. Hoje, o economista dá aulas no curso de pós-graduação em uma universidade de Brasília e é consultor em empresas.
Aperfeiçoamento
Ascender na carreira, encontrar um novo rumo profissional, aprender a melhorar o relacionamento interpessoal ou liderar equipes são algumas das necessidades dos coachees. O coaching é planejado em etapas e tem início, meio e fim. Quando o coachee começa o processo, tem de saber aonde quer chegar. Tendo claro qual é o resultado pretendido, o coach ajuda seu cliente a desenvolver habilidades técnicas ou  comportamentais, em curto espaço de tempo. “Fiz várias reflexões sobre minha atuação profissional e isso fez com que melhorasse meu preparo para o mercado”, disse Martins.
Não raro, o coaching é comparado à terapia psicanalítica, mas o método é bem diferente. De maneira focada no objetivo do profissional que busca o serviço, o coach o capacita a fazer coisas que ele julga impossíveis, mostra as possibilidades que tem mas não consegue enxergar, e o acompanha no processo de mudança.  “O coaching intervém na vida das pessoas mais rápido do que os processos psicoterápicos convencionais”, diz Homero Reis, da Homero Reis e Consultores.
Traumas e superações
O coaching não lida com aspectos do passado, traumas ou a causa do problema, como na psicoterapia. Seu foco é a solução. Se o coachee tem uma frustração, o consultor pergunta qual foi o aprendizado tirado dessa experiência e como isso pode ser usado para acertar no presente e no futuro.  
Segundo Richelli Sachetti, da Sociedade Brasileira de Coaching (SBCoaching), há muitas pessoas referindo-se a esse tipo de serviço como auto-ajuda. Ela discorda. “No coaching, a pessoa precisa ter um objetivo claro e definido”, diz. Para a especialista, quando alguém procura um mentor é porque não quer mais ficar a mercê dos acontecimentos, à espera de uma promoção e começa a agir para que tudo aconteça. “A pessoa estuda e se desenvolve para que o chefe ou o mercado o veja como alguém preparado para ocupar tal cargo”, diz.  
Objetivos
Com o objetivo definido, coache e coachee combinam a quantidade de encontros ou o tempo necessário. As sessões de coaching duram o tempo que a pessoa determinar, e varia de acordo com o projeto dela. A média de sessões é de dez encontros, uma ou duas vezes por semana.  A cada sessão, o cliente sai com um plano de metas que deve ser seguido. As ações serão analisadas posteriormente para que coach e coachee percebam o quanto se aproximou do objetivo. 

COACHING2.jpg

Como subir na carreira?
Subir na carreira é o sonho de muitos, mas conseguir realizar pode não ser tão fácil – e nem rápido. Antes de o objetivo acontecer, muitos fatores devem ser considerados, como a análise de cenário. Se a empresa oferece espaço para ascensão, se a pessoa está capacitada para assumir um cargo mais alto, se tem competências necessárias para ser um líder .  
“É preciso avaliar o meio ambiente que essa pessoa está para tomar as melhores decisões. Não adianta prometer que ele será promovido, se nem existe a vaga disponível para que isso aconteça”, Richelli, da SBCoaching.
Neste caso, mesmo que não exista a oportunidade ideal, é preciso se preparar para quando esse momento chegar. E, mesmo que a promoção não aconteça dentro da empresa, o mercado poderá se interessar por um profissional qualificado. No processo de coaching há um planejamento que é divido em oito passos. O máster coach José Roberto Marques, do Instituto Brasileiro de Coaching, compartilhou com a DINHEIRO os oito etapas trabalhadas no processo de coaching para que o couchee possa subir na carreira.
1º Encontro. O coach pergunta quais são as diretrizes profissionais do coachee, o que ele quer alcançar.
2º Encontro. Os dois estabelecem objetivos realistas. Fazem uma análise do cenário em que o couchee está: qual posição ele ocupa, quanto ele ganha, qual a pretensão salarial futura e qual a viabilidade disso acontecer. 
3º Encontro. O coach faz um mapa da rede relacionamentos do coachee e como o networking dele vai ajudá-lo a se colocar na posição almejada.
4º Encontro. O coach discute as expectativas de valor do coachee. Isso significa saber quais são os valores que norteiam a vida do coachee e porque ele quer mudar, o que o movimenta para o novo trabalho ou posição. 
5º Encontro. Os dois definem uma ação focada para o objetivo acontecer. O coachee vai fazer entrevistas, vai mandar currículos, vai sondar a possibilidade de uma promoção dentro da companhia em que está trabalhando atualmente, etc. 
6º Encontro. Analisar a competitividade. O coachee precisa saber se está preparado em relação a concorrência. Se ele quiser, por exemplo, ganhar R$ 50 mil, deve saber qual é o perfil do profissional que ganha esse salário e o que precisa ser feito para alcançar o nível deste profissional. 
7º Encontro. Determinar as ações e trabalhar as competências que não tem. Se quiser ser diretor, ele deve saber o que precisa fazer para alcançar essa posição. 
8º Encontro. Coach e coachee analisam o que foi feito nos encontros anteriores e o que falta fazer para alcançar o objetivo. Nesse encontro, o coachee sairá com um planejamento do que fazer nos próximos seis meses e permanecerá em contato para que o coach saiba como anda o processo rumo à ascensão na carreira.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

8 Things You Should Not Do Every Day

By Jeff Haden

It's for your own good. Cut these things out of your day and you'll see gains in productivity--not to mention happiness.

If you get decent value from making to-do lists, you'll get huge returns--in productivity, in improved relationships, and in your personal well-being--from adding these items to your not to-do list:

Every day, make the commitment not to:

1. Check my phone while I'm talking to someone.
You've done it. You've played the, "Is that your phone? Oh, it must be mine," game. You've tried the you-think-sly-but-actually-really-obvious downwards glance. You've done the, "Wait, let me answer this text..." thing.

Maybe you didn't even say, "Wait." You just stopped talking, stopped paying attention, and did it.
Want to stand out? Want to be that person everyone loves because they make you feel, when they're talking to you, like you're the most important person in the world?

Stop checking your phone. It doesn't notice when you aren't paying attention.

Other people? They notice.

And they care.

2. Multitask during a meeting.

The easiest way to be the smartest person in the room is to be the person who pays the most attention to the room.

You'll be amazed by what you can learn, both about the topic of the meeting and about the people in the meeting if you stop multitasking and start paying close attention. You'll flush out and understand hidden agendas, you'll spot opportunities to build bridges, and you'll find ways to make yourself indispensable to the people who matter.

It's easy, because you'll be the only one trying.

And you'll be the only one succeeding on multiple levels.

3. Think about people who don't make any difference in my life.

Trust me: The inhabitants of planet Kardashian are okay without you.

But your family, your friends, your employees--all the people that really matter to you--are not. Give them your time and attention.

They're the ones who deserve it.

4. Use multiple notifications.

You don't need to know the instant you get an email. Or a text. Or a tweet. Or anything else that pops up on your phone or computer.

If something is important enough for you to do, it's important enough for you to do without interruptions. Focus totally on what you're doing. Then, on a schedule you set--instead of a schedule you let everyone else set--play prairie dog and pop your head up to see what's happening.

And then get right back to work. Focusing on what you are doing is a lot more important than focusing on other people might be doing.

They can wait. You, and what is truly important to you, cannot.

5. Let the past dictate the future.

Mistakes are valuable. Learn from them.

Then let them go.

Easier said than done? It all depends on your perspective. When something goes wrong, turn it into an opportunity to learn something you didn't know--especially about yourself.

When something goes wrong for someone else, turn it into an opportunity to be gracious, forgiving, and understanding.

The past is just training. The past should definitely inform but in no way define you--unless you let it.

6. Wait until I'm sure I will succeed.

You can never feel sure you will succeed at something new, but you can always feel sure you are committed to giving something your best.

And you can always feel sure you will try again if you fail.

Stop waiting. You have a lot less to lose than you think, and everything to gain.

7. Talk behind someone's back.

If only because being the focus of gossip sucks. (And so do the people who gossip.)

If you've talked to more than one person about something Joe is doing, wouldn't everyone be better off if you stepped up and actually talked to Joe about it? And if it's "not your place" to talk to Joe, it's probably not your place to talk about Joe.

Spend your time on productive conversations. You'll get a lot more done--and you'll gain a lot more respect.

8. Say "yes" when I really mean "no."

Refusing a request from colleagues, customers, or even friends is really hard. But rarely does saying no go as badly as you expect. Most people will understand, and if they don't, should you care too much about what they think?

When you say no, at least you'll only feel bad for a few moments. When you say yes to something you really don't want to do you might feel bad for a long time--or at least as long as it takes you to do what you didn't want to do in the first place.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O lado ruim de ser bom

Por Lucas Rossi

Ser um bom profissional, isto é, ágil, eficiente, que sabe entender quais as necessidades da empresa e que entrega bons resultados, não significa sucesso garantido.

Em algumas circunstâncias, ser bom pode significar uma barreira para o crescimento. "Na maioria delas, a insegurança é o problema", diz o consultor Mauricio Goldstein, de São Paulo, autor do livro Jogos Políticos nas Empresas (Ed. Campus/Elsevier, 212 páginas). Conheça alguns fatores ligados à insegurança que agem contra o sucesso profissional.

Ninguém ocupará essa cadeira

O chefe, ao perceber que dentro de sua equipe existe um profissional muito eficiente e com fortes chances de ocupar o lugar dele, deixa o subordinado na geladeira.

Sem o apoio e o reconhecimento do chefe, a confiança do profissional fica prejudicada. "Somos treinados para sermos o melhor", afirma Marcus Soares, professor de gestão de pessoas do Insper, de São Paulo. O profissional pode escolher mudar de área ou de empresa. Já o líder corre o risco de ficar estagnado. "Sem um bom sucessor, não há como crescer", diz Marcus.

Isolamento

A concorrência no mundo corporativo é normal e legítima. Sem ela, permaneceríamos no mesmo lugar. Por isso os profissionais lutam para que os chefes vejam o seu brilho.

Ao perceber que um colega é melhor, os outros começam a deixá-lo de lado. Isso acontece com movimentos simples, como não convidar para um almoço, e com alguns mais complicados, como não passar informações importantes para o andamento das atividades do grupo.

A melhor fórmula para o profissional eficiente sair dessa dinâmica é, no fim de um projeto, dar os créditos a todos os participantes. "As pessoas se sentirão prestigiadas", diz Marcus, do Insper. É a velha lei da reciprocidade: uma mão lava a outra.

Insubstituível

Você é um ótimo profissional, entrega tudo no prazo, ajuda com novas ideias, agrega para a equipe e tem um ótimo relacionamento com todos. "Nenhum chefe quer perder um bom profissional", diz Lucas Peschke, diretor da Hays, de São Paulo. O problema é que a empresa não consegue atender o desejo de crescimento de todos os funcionários e no tempo que eles desejam.

Alguns chefes, para não deixar o bom profissional ir embora, optam por não fazer comentários construtivos e avaliações positivas. A solução é fazer contatos com outros líderes da empresa e deixá-los a par de suas realizações. Assim, outros chefes saberão de seu desempenho.

Só mais um pouquinho

Quando o profissional é ágil e eficiente, os líderes acabam canalizando para ele a maior parte das tarefas, pois sabem que ele entregará o resultado no nível desejado.

"O profissional aguenta a pressão, não reclama e traz resultados", diz Marcus Soares, do Insper. Com a sobrecarga de trabalho, ao longo do tempo o profissional pode se sentir injustiçado e querer ter um reconhecimento diferente.

"Tem muito profissional que não sabe dizer ‘não’, e isso é um problema para a carreira", diz o consultor Mauricio Goldstein. A saída é clara: aprender a negociar e a dizer "não" para interromper a dinâmica.

Os outros são ruins

O profissional é eficiente, entrega resultados mas, ao se comparar com os pares, bate a arrogância. "A maioria dos profissionais acredita que é boa o suficiente para receber um aumento", diz o coach Homero Reis, do Rio de Janeiro. Até aí, tudo bem.

O problema é achar todos ao redor incompetentes. "Ao se colocar em posição superior, o profissional se marginaliza", diz Mauricio Goldstein. A saída é óbvia: manter a humildade e, se for o caso, reatar as ligações com os colegas.

Você já está preparado

Alguns chefes consideram um profissional tão bom que se esquecem de investir no desenvolvimento dele. "Para a empresa, todo investimento tem que ter um retorno", diz Lucas Peschke, diretor da Hays.

O bom profissional precisa mostrar suas necessidades e como o investimento nele retornará para a empresa. "É a própria pessoa que tem de argumentar por que ela merece o investimento", diz Lucas.

Degraus ocupados

Não importa se você é um ótimo profissional. Se não existirem espaços para crescer, você continuará no mesmo lugar. Depois de um tempo, sentirá que está estagnado.

"Nesse momento é hora de avaliar se vale a pena ou não ficar na empresa", diz o coach Homero Reis, do Rio de Janeiro. Uma opção é fazer uma movimentação horizontal e ir para outro setor, enquanto aguarda surgir a vaga desejada.

Será que você é bom mesmo?

Saiba se você é eficiente ou só acha que é

Carga de trabalho: Ao comparar seu trabalho com pares e colegas que têm a mesma função em outras empresas, você está no mesmo nível?

O que é esperado: A expressão "alinhar as expectativas" é uma forma de saber se você é bom. "Você é considerado bom profissional quando atinge a expectativa do chefe e da organização", diz o consultor Mauricio Goldstein. Não basta medir as competências técnicas. Avalie também a capacidade de se relacionar. Sem ela, você se tornará apenas uma boa ferramenta. Mas apenas isso.