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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Os 10 mandamentos para o uso inteligente dos pneus de carga


Da calibragem periódica ao rodízio, as fabricantes de pneus sempre ressaltam que os motoristas que obedecem às recomendações técnicas de manutenção conseguem, sim, rodar mais e melhor. A Bridgestone faz abaixo uma relação com os 10 mandamentos para utilizar melhor os pneus de carga. Confira:

1) Calibrar os pneus semanalmente
De acordo com a indicação do manual do fabricante do veículo, manuais técnicos dos fabricantes de pneus ou norma da ALAPA (Associação Latino-Americana de Pneus e Aros).

2) Fazer o rodízio de pneus
Com periodicidade a ser definida em função de fatores operacionais e das práticas de manutenção do usuário.

3) Evitar sobrecarga no veículo
Excesso de peso compromete a estrutura do pneu e aumenta o risco de estouro ou de alterações estruturais importantes.

4) Fazer a manutenção preventiva de todo o veículo
Amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas atuam diretamente sobre os pneus.

5) Utilizar as medidas de pneus e rodas indicadas pelo fabricante do veículo, considerando também o emparelhamento de pneus duplos
As partes do veículo foram projetadas para interagirem de forma equilibrada. A utilização de pneus e rodas diferentes altera o equilíbrio.

6) Alinhar o sistema de direção e suspensão e balancear os pneus periodicamente
Isto deve ser feito sempre que: o veículo sofrer impactos fortes, ocorrer a troca de pneus, os pneus apresentarem desgastes irregulares, forem substituídos os componentes da suspensão e o veículo estiver “puxando” para um lado.

7) Utilizar o pneu indicado para cada tipo de aplicação
Rodar na cidade com um pneu destinado ao uso na terra (fora de estrada) provocará perdas no consumo de combustível, na estabilidade e na durabilidade das peças do veículo.

8) Observar periodicamente o indicador de desgaste da rodagem (TWI)
Este indicador existente em todo pneu mostra o momento certo para se efetuar a troca, reduzindo o risco de rodar com o pneu careca.

9) Não permitir o contato do pneu com derivados de petróleo ou solventes
Estes produtos atacam a borracha fazendo com que ela perca suas propriedades físico-químicas e mecânicas.

10) Evitar a direção agressiva, com freadas fortes e mudanças bruscas de direção
Nunca ignore a existência de lombadas, buracos e imperfeições de piso. Os melhores motoristas são aqueles que, mesmo rápidos, sabem poupar seus veículos e pneus.

Fonte: Brasil Caminhoneiro

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Fabricantes de pneus querem emitir menos CO2


Com o compromisso de gerar 20% a menos de CO2 na atmosfera até 2015, a indústria mundial de pneus colocou mãos a obra. Em abril, a Pirelli lançou a linha Green Performance que substitui a matéria-prima derivada do petróleo, o negro de fumo, por sílica, componente que vem da areia. Adicionada à borracha, gera menos calor no atrito do pneu com o asfalto, perdendo menos energia. Isso permite uma economia de até 5% no consumo de combustível na estrada e 3,5% no circuito urbano, reduzindo as emissões de CO2 em até 10 gramas por quilômetro rodado. "O produto custa 3,5% mais caro, mas esse adicional tem retorno em dois meses de rodagem no automóvel rodando 50 quilômetros por dia", afirma o diretor de pesquisa e desenvolvimento da Pirelli na América Latina, Roberto Falkenstein.

A empresa investiu US$ 20 milhões no projeto, que deve tornar-se item de série dos automóveis a partir do ano que vem.

A Michelin também iniciou pesquisas para substituir o petróleo na sua linha de pneus com uma parceria com a Amyris, americana com fábrica no Brasil que desenvolve matérias-primas da cana-de-açúcar. O petróleo adicionado ao isopreno, componente do pneu, será substituído por moléculas de filocarbono à base de cana. "Essas moléculas chegarão ao mercado em três a quatro anos", afirma Joel Velasco, vice-presidente sênior de relações externas da Amyris.

Uma das principais preocupações dos fabricantes é reduzir o peso das peças automotivas e, consequentemente, o consumo de combustível. A troca da fiação elétrica de cobre por alumínio é a aposta da Delphi, que desenvolveu um novo chicote, peça que interliga diversas conexões elétricas no automóvel. O alumínio pode ser reciclado e é até 48% mais leve que o cobre, possibilitando uma redução de 30% no peso da arquitetura eletroeletrônica do automóvel, sem impacto no desempenho. Segundo Flávio Campos, diretor de engenharia da Delphi, considerando a produção brasileira de veículos leves e de passeio - em torno de 3 milhões de unidades - e caso todos utilizassem essa tecnologia, a redução de consumo de combustível seria de aproximadamente 9,4 milhões de litros por ano no Brasil, representando 16,5 milhões de quilos a menos no total de emissões de CO2.

No mesmo caminho, a Bosch criou o projeto IGC (Intelligent Generator Control) para controle de redução de peso dos novos produtos. Hoje os motores de partida dos carros pesam em torno de 2,5 quilos a 3 quilos. "Trabalhamos com o objetivo de chegar próximo a 2 quilos a partir da introdução de novos materiais, troca de aço por alumínio e plásticos sustentáveis em todos os produtos da empresa como motor de partida, alternador, motor do vidro elétrico e compressores", explica Rafael Borelli, responsável pelo gerenciamento de produtos e marketing para divisão de motores da Bosch.

Fonte: Valor Econômico

domingo, 25 de setembro de 2011

Pneus e os “ladrões” de quilometragem

O pneu é um dos itens de grande importância no veículo, responsável por ser o elo de ligação entre o veículo e o solo, garantindo o deslocamento, dirigibilidade, conforto e segurança do mesmo. Numa empresa de transporte, além dos fatores anteriores o pneu assume ainda uma posição de grande impacto na planilha de custos. Vendo dessa forma, ele deveria receber maior cuidado e atenção especial dos motoristas e proprietários.

Mas essa não é a realidade. Poucos sabem da importância e da responsabilidade que estão sob os pneus e, por vezes, os cuidados necessários não acontecem. Alguns cuidados podem reduzir os fatores que “roubam” o desempenho dos pneus e por conseqüência aumentam o seu tempo de vida útil.

Conheça agora os 5 ladrões de quilometragem:

- Alinhamento Incorreto: reduzindo a quilometragem em até 25%, é um dos problemas mais freqüentes, provocados em geral pela falta de paralelismo entre as rodas (normalmente dianteiras) de um mesmo eixo, entre um eixo em relação ao outro eixo de um mesmo veículo ou ainda, pelo posicionamento incorreto de qualquer um dos eixos em relação ao chassis do veículo (ângulo diferente de 90° em relação a linha longitudinal do chassis). O desalinhamento das rodas ou eixos do veículo afeta a dirigibilidade e provoca o arraste contínuo dos pneus, fazendo com que o desgaste seja acelerado e anormal. Geralmente o caminhoneiro só alinha as rodas dianteiras, quando na verdade, deveria assegurar o correto alinhamento de todos os eixos e rodas com verificações periódicas, ao menos a cada 20.000 km rodados.

- Balanceamento Incorreto: também reduz a vida útil em 20%, pois provoca a incidência de maior peso do conjunto pneumático sobre uma determinada porção da banda de rodagem, ocasionada pela ação da força centrífuga gerada durante a rodagem do veículo. O desbalanceamento pode ser estático, provocando repetidos impactos (choques) da banda de rodagem no sentido vertical, que por sua vez causam violentas oscilações verticais que dificultam a dirigibilidade e comprometem a estabilidade do veículo. O desbalanceamento pode ser também dinâmico, provocando oscilações transversais que resultam em vibrações na direção, normalmente conhecidas por “shimmy” e seus efeitos criam dificuldades em manter a estabilidade dos veículos. Qualquer que seja a forma de desbalanceamento, se não corrigida em tempo, os pneus sofrerão desgastes irregulares nas bandas de rodagem, prejudicando a sua vida útil.

- Controle de Pressão Inadequado: Dado a grande quantidade de pneus que normalmente equipam um veículo de carga (de 6 a 26 pneus) e a dificuldade de acessar a válvula de ar dos mesmos, os motoristas e profissionais da manutenção de pneus em geral costumam deixar de realizar a verificação da calibragem com a periodicidade necessária, que seria ao menos uma vez por semana. Resultado: perda de mais 25% na quilometragem. Isso ocorre porque a pressão acima da recomendada, em função da carga transportada e do tamanho do pneu, provoca o desgaste acelerado do centro da banda de rodagem, enquanto a pressão abaixo da recomendada provoca o desgaste acelerado das suas extremidades, área chamada de ombros. Além do desperdício de borracha, as pressões inadequadas influenciam no maior consumo de combustível, na deficiência do poder de frenagem e estabilidade do veículo, na fadiga precoce da carcaça (estrutura) do pneu e podem, ainda, prejudicar o conforto do motorista durante a viagem.

- Desenho de Banda Inadequado: Cada posição de rodagem, além de suportar a carga e permitir o deslocamento do veículo, tem uma função específica. Os pneus dianteiros por exemplo, tem a função de conduzir o veículo para as direções desejadas, favorecendo as curvas e manobras. Os pneus de tração, tem a responsabilidade de transmitir a força e potencia do motor, resultando na melhor produtividade do veículo. Os pneus de eixos livres, do truck e da carreta, tem o compromisso de minimizar o arraste durante as manobras. Por isso existem diferentes desenhos de banda, um para cada tipo de posição de rodagem e a escolha incorreta pode reduzir a quilometragem em até 40%.

- Emparelhamento Inadequado: o quinto e último ladrão de quilometragem é o emparelhamento inadequado. Isso ocorre, por exemplo, quando no mesmo eixo é colocado um pneu novo e outro reformado, ou pneus de diferentes dimensões. O emparelhamento também não será correto quando se colocar para rodar juntos pneus com construções diferentes como radiais e diagonais ou mesmo com diferentes marcas e modelos. Aqui o motorista perde mais 25% de quilometragem.

Para encerrar, os transportadores precisam lembrar sempre de calibrar os pneus semanalmente, fazer rodízio periodicamente, verificar o alinhamento a cada 20.000km, evitar sobrecarga (sempre respeitar o limite de peso) e fazer manutenção preventiva. Garanta seu veículo em bom estado, sua segurança na estrada e um trabalho mais agradável!

Boa viagem.

Fonte:  Ricardo Drygalla, gerente de marketing da Bridgestone Bandag, para o portal Webtranspo 

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Receita para pneus brasileiros

Pirelli revela como seus pneus são preparados para as ruas do Brasil

A tecnologia utilizada segue os mais avançados conceitos e padrões mundiais, mas, no fim das contas, a receita ganha um tempero bem brasileiro. Assim são os pneus produzidos pela Pirelli no país. Durante uma interessante visita ao Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, em Santo André (SP), pudemos conhecer de perto um pouco mais sobre esse universo cheio de segredos.

“Existe a necessidade de um centro como esse no Brasil porque os produtos precisam de uma concepção específica. Quando um novo composto está sendo desenvolvido, temos de levar em conta, por exemplo, as características do piso, as elevadas temperaturas das regiões norte e nordeste, o alto índice pluviométrico nacional e até mesmo o tipo de condução do brasileiro, em geral mais esportivo que o de outros povos”, explica Roberto Falkenstein, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Pirelli na América Latina.

Por conta de fatores como esses, os produtos da marca à venda no país precisam de uma carcaça mais resistente que as fabricadas na Europa, além de um composto de borracha adequado às condições brasileiras. As matérias-primas locais também tornam os pneus feitos aqui sensivelmente diferentes dos de fora.

“A borracha natural, produzida no Estado de São Paulo, não é exatamente igual à da Malásia, por exemplo. Isso basicamente por conta do clima e do tipo de solo. Outros materiais distintos são a sílica e os acelerantes que usamos para facilitar o processo de vulcanização. Esses elementos também tornam nossos pneus diferentes dos de nossas outras fábricas pelo mundo e também exigem um desenvolvimento específico”, comenta Falkenstein.

O começo de tudo

Uma prateleira com vários tipos de materiais guardados em potes, mantas de borracha e diversos equipamentos, só para resumir. Assim é a sala de compostos, onde novos tipos de formulações começam a ser avaliados. Cada uma delas é transformada em corpo de prova e submetida a testes específicos. Em formato que lembra o de uma roldana (ou de um micro pneu), alguns desses corpos de prova passam por testes de atrito enquanto rodam sobre materiais abrasivos.

Compostos são a receita que indicam, entre outras coisas, a resistência e elasticidade dos pneus

Em outro teste, o composto em estudo é submetido a diversas temperaturas para que seja possível medir a dinâmica da nova formulação. Há ainda fornos que simulam o envelhecimento do material, que, na sequência disso, passa por uma série de provas que indicam sua qualidade depois da fadiga.

“Aqui podemos medir como o composto se comportaria no molhado, como seria sua aderência, o quanto é elástico e qual o nível de conforto que poderia oferecer, por exemplo”, explica o diretor.

Há também ensaios que avaliam a adesão do composto à malha de aço. Além dela, malhas de nylon ou poliéster também são utilizadas nas camadas dos pneus convencionais. Já os de competição produzidos pela empresa utilizam aramida, material mais leve e elástico que o aço que também é usado na blindagem de veículos.

Da prova ao pneu

Depois de passar pelas avaliações preliminares, os novos compostos se transformam em pneus, que seguem em testes no laboratório in door da Pirelli. Ali está todo o maquinário que avalia uma série de fatores: comportamento do pneu rodando no limite de velocidade e também pouco acima dele, medição de forças laterais e resistência ao torque, simulação de carga lateral (como o contato com as guias das ruas), resistência da banda de rodagem à laceração, bateria de testes depois de passar pela câmera de envelhecimento (forno), análise xerográfica (que verifica se há bolhas internas ou descolamentos entre camadas), teste de detalonamento e resistência à perfuração (não exigidos pela norma brasileira) e teste de resistência ao rolamento, entre outros.

Passam por ali tanto os pneus com novas formulações quanto produtos que estão no mercado. Os novos compostos aprovados seguem para testes de rodagem e podem passar a ser produzidos em uma das unidades da Pirelli no país. A produção local representa 88% da operação da empresa na América Latina. Além disso, 20% do que sai das fábricas brasileiras da Pirelli segue para os países do Nafta.

Confira onde cada tipo de pneu é produzido:

Gravataí (RS): motos, caminhões e ônibus, segmento industrial (empilhadeiras e tratores) e veículos de passeio (produção pequena de pneus diagonais)
Feira de Santana (BA): veículos de passeio e esportivos, camionetes e caminhões
Santo André (SP): OTR (agrícola, fora-de-estrada, trator, mineração e máquinas industriais), caminhão e ônibus
Campinas (SP): veículos de passeio e competição
Sumaré (SP): cordas metálicas (malha de aço)

Fonte: Auto-Esporte